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Quintalzinho


Choros e Alegrias

 

Morreu no último domingo o maestro Moacir Santos. Pouco conhecido no Brasil, pois passou os últimos 40 anos nos EUA, onde gravou discos pelo prestigiado selo de jazz Blue Note. No Brasil, lançou apenas o disco “Coisas”, de 1965 , com dez composições: Coisa número 1, Coisa número 2, Coisa número 3...

 

Conhecemos Moacir Santos no final do ano passado, num show em que ele se apresentou no Auditório Ibirapuera. Um senhor de 80 anos, que já não podia tocar seu sax desde que sofreu um derrame, há uns anos atrás. Mas ele estava muito contente de ter suas canções executadas ao vivo por uma “big band” liderada por Mário Adnet e Zé Nogueira, a Banda Ouro Negro.

 

Ele não tocava, mas subiu ao palco, cantou uma ou duas músicas e escutou a belíssima execução de Coisa no 6, claramente emocionado. Nós conversamos com ele no camarim, antes do show. Ele falou do disco que estava sendo lançado, com canções que ele compôs ainda na juventude e recuperou agora: “São choros, chorinhos, mas não são tristes. Então eu pensei, pensei e de repente veio: choros e alegria – é isso, vai ser o nome do disco, Choros e Alegrias”.

 

Pra quem não conhece, fica aí a sugestão. E pra quem ainda duvida da importância do maestro, dê uma olhada na letra de Samba da Benção, de Vinícius de Moraes. Vai encontrar o seguinte verso: "À benção, maestro Moacir Santos / Tu que não és um só, és tantos / como este meu Brasil de todos os santos".



Escrito por BSBS às 18h46
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